Não quero ter que fingir a anormalidade aparente ou sequer a normalidade evidente, às quais tanto me queixam e acusam, quando nem eu sei dizer se me cabe ou não a necessidade de um manicômio. Quisera eu mostrar à eles meu médico e meu louco!
Muitos foram os tipos de papel Dos mais coloridos Aos mais desenhados Até os mais brancos e alinhados A mim destinados Alguns quis guardar Outros, descartei Pelos quais, de fato, me interessei Dobrei, dobrei, dobrei E fiz aviões de papel Quando atirei ao ar meus aviões Nenhum deles alçou vôo Há quem diga Que foi problema na engenharia Há quem jure que o problema era o papel E há quem acredite Que a brisa não estava a meu favor Sinceramente Não sei qual é o problema com meus aviões de papel Talvez eu não os esteja lançando corretamente... Não importa o que eu faça Eles continuam despencando do ar Ah!... como eu queria um avião de papel que voasse
Musa perdida que tanto me depravou Fez-me querer provar o mundo inteiro O mundo numa fatia de torta doce Tão doce que engorda e mata Tudo ao mesmo tempo... agora! Você que foi sempre tão intensa E por quem eu tanto quis me apaixonar Você sabe, querida O coração é imprudente em seus desejos Mas não obedece às vontades Ainda mais irresponsáveis da minha mente fértil Não foi amor, nem paixão Foi o sentimento de querer abraçar o mundo Quando não se tem braços nem para coçar as costas!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Foi como se pequenos momentos ao longo dos últimos dias fizessem com que a sua ausência me acertasse como um tapa na cara... meu melhor amigo pintado.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Ela era como neblina densa: você podia ver, você podia sentir. Não importa aonde estivesse, só haveria neblina ao seu redor. E cada baforada de ar se confundiria com a neblina. É, ela era como neblina densa...