terça-feira, 13 de novembro de 2012

On the crazy road

Às vezes sinto como se eu não soubesse o que estou fazendo da minha vida
É como se eu estivesse seguindo aqueles mesmos velhos modelos que meus pais e os pais deles seguiram
É como se eu continuasse parada no mesmo lugar e nem sequer tentasse correr
É como se eu estivesse presa num zoológico e não quisesse ir para a selva simplesmente porque é mais fácil continuar aqui
É mais fácil acreditar que não existe pote de ouro no fim do arco-íris
É mais fácil não ter do que correr atrás, ter os mesmos sonhos que todo mundo
É mais fácil aceitar o que as pessoas dizem ao invés de dizer algo completamente diferente
É mais fácil seguir o fluxo, tomar os mesmos caminhos, os mesmos atalhos

Constantemente ignoro meus instintos, reprimo meus desejos, escuto meus medos, e tudo porque eu não quero que as coisas deem errado... Mas não valeria a pena?
Eu não sei qual é a linha de chegada, qual é o ponto final dessa viagem
Mas eu sei que eu não deveria ter medo de nunca voltar

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ironia


Era um relógio de parede
Daqueles metálicos
Com algarismos romanos e lindos ponteiros
Marcava as horas como nenhum outro!
Mas veja só, que ironia
De tanto marcar o tempo alheio
O relógio não marcava o tempo dele

terça-feira, 28 de agosto de 2012


Não quero ter que fingir a anormalidade aparente ou sequer a normalidade evidente, às quais tanto me queixam e acusam, quando nem eu sei dizer se me cabe ou não a necessidade de um manicômio.
Quisera eu mostrar à eles meu médico e meu louco!

domingo, 26 de agosto de 2012

Vazio

Me é tão familiar
A insônia do vaga-lume
Vagando noite adentro
Piscando a bunda
Anunciando seu desespero
Procurando luz que lhe ilumine
... Tudo o que vejo são balões murchos de uma festa que acabou horas antes da minha chegada!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aviões de Papel


Muitos foram os tipos de papel
Dos mais coloridos
Aos mais desenhados
Até os mais brancos e alinhados
A mim destinados

Alguns quis guardar
Outros, descartei
Pelos quais, de fato, me interessei
Dobrei, dobrei, dobrei
E fiz aviões de papel

Quando atirei ao ar meus aviões
Nenhum deles alçou vôo
Há quem diga
Que foi problema na engenharia
Há quem jure que o problema era o papel
E há quem acredite
Que a brisa não estava a meu favor

Sinceramente
Não sei qual é o problema com meus aviões de papel
Talvez eu não os esteja lançando corretamente...
Não importa o que eu faça
Eles continuam despencando do ar

Ah!... como eu queria um avião de papel que voasse

domingo, 12 de agosto de 2012

Hoje me dei conta de que nunca escrevi sobre você


Musa perdida que tanto me depravou
Fez-me querer provar o mundo inteiro
O mundo numa fatia de torta doce
Tão doce que engorda e mata
Tudo ao mesmo tempo... agora!

Você que foi sempre tão intensa
E por quem eu tanto quis me apaixonar
Você sabe, querida
O coração é imprudente em seus desejos
Mas não obedece às vontades
Ainda mais irresponsáveis da minha mente fértil

Não foi amor, nem paixão
Foi o sentimento de querer abraçar o mundo
Quando não se tem braços nem para coçar as costas!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Foi como se pequenos momentos ao longo dos últimos dias fizessem com que a sua ausência me acertasse como um tapa na cara... meu melhor amigo pintado.