quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Alma circular

Sou esférica.
Mais esférica que a Terra
Talvez a mais esférica da Terra
Na imensidão da minha redondisse.
Sou meio muito um pouco
De tudo ou só de alguma coisa
E, às vezes, penso que nem sou.
Tento me enquadrar e triangular
Mas todo lugar parece apertado:
Sou uma forma estranha
Com meus "pis" e radianos
Ângulos e incógnitas
Senos e cossenos... Detestável!
Pobre de mim
Rolando, rolando, rolando
Sem chegar a lugar algum
Recusando formas fixas e tangentes.

Um comentário:

quaseurbano disse...

Eu já disse e repito: tô adorando acompanhar sua evolução na escrita.

Seu livro sai quando mesmo?